Cachorro abandonado tem dono?

Começar uma coisa é fácil. Seja um projeto, uma faxina, um negócio, uma faculdade, desmontar uma bicicleta, um curso de inglês, uma dieta. Difícil é acabar, terminar, deixar pronto, remontar, atingir o objetivo. De cada dez projetos nove são abandonados, esquecidos, desprezados. Governantes são especialistas em “esquecer” obras inacabadas de governos anteriores e inaugurarem novos e retumbantes projetos, que certamente também ficarão inacabados e largados pelo próximo eleito. Bolsonaro, como sempre, fez diferente: pegou o acordo Mercosul/União Européia que se arrastava há anos e assinou. Pegou a BR 163, que atola carros há décadas, e está terminando. Pegou privatizações encalacradas e rapidamente liquidou-as. Pegou a Reforma da Previdência, que já teve duzentos pais e vai aprová-la. E o que faz a oposição incompetente e de má-fé? Diz que é tudo projeto de governos anteriores. Não, meus amigos. Não é. Um projeto, quando é esquecido, desprezado pelo seu criador, é como um filho abandonado pelos pais: fica órfão. Se não de direito, de fato, que é o que importa. Que esses canalhas que afundaram e roubaram o Brasil por décadas não venham agora menosprezar os feitos do Capitão e reivindicar louros sobre “filhos” que não souberam tratar, que foram abandonados pelo caminho como cachorro sem dono e que, por isso, não mais lhes pertencem. O mérito por tudo de bom que está acontecendo e vai acontecer ao Brasil é todo de Bolsonaro e sua equipe. E nosso, que humildemente acreditamos nele e o elegemos para levar a cabo as mudanças que já começaram – e certamente vão terminar -, a faxina para erradicar a esquerda, sua corrupção, suas mentiras e sua incompetência. Os pobres pets, abandonados nas ruas da inépcia petista foram, enfim, resgatados e encontraram, finalmente, um amigo de verdade em que possam confiar.

Você prefere ser rico, bonito ou inteligente?

Você prefere ser rico, bonito ou inteligente? Ao escolher uma opção as outras duas serão opostas. Se escolhestes a riqueza, serás rico, porém feio e burro. Não vejo muito futuro pra ti. Feio como um prato de buchada de bode em noite de tempestade, e ainda por cima burro como uma anta – ou vice versa -, serás chifrado pela gatinha piriguete filha do teu vizinho – que tu fica espiando de rabo de olho -, que lhe tomará toda a grana mais rápido do que demoro pra te chamar de trouxa. E, assim, brevemente ficarás feio, burro e pobre. Se escolhestes a beleza, também não vejo grande futuro para tua venerável pessoa. Serás belo, pobre e burro. Se, com essa tua belezura principesca toda, conseguires ficar do lado de cá – o lado hétero, meu – , pegarás um coroa abonado ou uma balzaquiana gostosona e abonada, que te usará enquanto fores filé mignon e te largará assim que entrares no osso, momento em que serás largado às traças, já carcomido, feio, pobre e burro. Certamente a melhor opção é a inteligência, pois com ela tu conquistarás a riqueza de espírito e a beleza da cultura, que te farão cada vez mais inteligente, rico, belo e desejado pelas mulheres e pelos homens. Bom, se não estou lá muito certa disso, ao menos esse pensamento é que serve de consolo às pobretonas feiosas que nem eu… Nossa sorte é que no meio da salada geral sempre sobra algum rabanete ou couve-flor…

Criança pode trabalhar?

Comecei a trabalhar aos 13 anos. No escritório de engenharia do Dr. Gallelo, um conceituado professor da Politécnica/USP, cuja filha Maria Beatriz Gallelo é minha amiga no Face. Era na Barão de Itapetininga, quando o centro de São Paulo ainda era charmoso, e as mulheres elegantemente vestidas iam ao Mappin fazer compras terminando com um chá na Xavier de Toledo. Lá aprendi muito. Eu terminava o ginasial pela manhã no Fernão Dias, em Pinheiros, e trabalhava à tarde. O escritório era especializado em serviços de saneamento e obras para prefeituras e ali conheci inúmeros prefeitos, a quem recebia muitas vezes sozinho e ficava ali, conversando e assimilando coisas novas. Aprendi também como montar processos para concorrências públicas. Como ver plantas de engenharia e seus diversos cortes. E muito me orgulho disso. Enquanto isso, muitos “amigos”, garotos de minha idade, se perdiam nas ruas do Alto de Pinheiros, iam usar drogas no Largo do Joquei Clube, aprender a roubar e traficar. Mas, como eu, inúmeros garotos e garotas hoje bem sucedidos, começaram a trabalhar ainda criança. Obviamente não era um trabalho forçado, em minas de carvão ou coisa assim, o que não recomendo. Tínhamos uma visão de mundo e dos negócios que quem não trabalha cedo não tem. Vi muita gente se formando em Direito e sem a menor noção do que era protocolar alguma coisa em uma repartição pública. Pode? Mas então chegou a tal da esquerda com suas ideias absurdas sobre educação infantil, sobre passar a mão na cabeça dos adolescentes, deixar fazer o que quiserem, proibir de trabalhar, dar liberdade total, a psicologia da permissividade. Inventaram o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, que só tem direitos e nenhum dever, etc. Deu no que deu. Hoje em dia, enquanto adolescentes drogados batem ou matam pais e professores, um Presidente bem intencionado não pode sequer falar o que estou falando aqui, que começou a trabalhar cedo, pois a mídia e os fanáticos esquerdistas caem de pau nele. É preciso ter coragem e enfrentar essa corja. Colocar a polícia dentro das escolas e prender adolescente vagabundo. Não é apreender, não. É prender mesmo, enjaular, engaiolar quem não andar nos eixos e não respeitar mais velhos. E processar pais irresponsáveis e covardes que tudo permitem e ainda reclamam se alguém der uma dura nos seus rebentos. Será que é tão difícil ser macho (no sentido de coragem, que algumas mulheres também tem de sobra) neste País? Já dei a ideia: Todas – eu disse TODAS – as escolas do País deveriam ter uma salinha com dois PMs, pagos pela Secretaria da Educação. Qualquer bagunça eles prenderiam os responsáveis, chamariam uma viatura e abririam um inquérito contra os menores e seus pais. Queria só ver quanto tempo demoraria pra essa bagaça entrar nos eixos!

A magnitude do nada

Devia ser perto do meio dia. O sol batia no para-brisa do carro com tal violência que mesmo o possante ar condicionado mal dava conta de refrescá-lo. Estávamos em meio a uma de nossas loucas viagens, em pleno deserto de Death Valley – o temído e perigoso Vale da Morte -, em Nevada, indo para a Califórnia. De repente me deu vontade de ver e fotografar alguma tropa de cavalos selvagens, daqueles que os índios domavam e montavam com tanta habilidade. Esse repentino desejo era certamente a vontade de voltar ao passado, me ver sentado numa poltrona do Cine Jardim, na Fradique Coutinho, assistindo a um Faroeste de primeira. Como Dora também é cabeça de vento e topa tudo, bastou sinalizar para ela concordar e eu tirar o carro da estrada e virar o nariz da pobre SUV para as areias tórridas e sem destino do instigante deserto. Lá não pega celular e não tem uma viva alma nem na estrada, imagine no meio daquele mar de areia e pedra. E se o carro quebrar? Bom, Graças a Deus não quebrou e estamos vivos. E lá fomos nós, literalmente aos trancos e barrancos. Uns quarenta minutos deserto adentro, paramos para tomar um lanche num Saloom, que mocinhos e bandidos também fazem isso. É claro que o saloom foi obra de minha imaginação. A mesa era o capô fervendo do carro. E saimos a pé para sentir melhor a temperatura… Então, em dado momento, quando Dora sumiu atrás de umas formações rochosas procurando uma caverna, olhei para aquele horizonte sem fim e comecei a pensar sobre a magnitude do nada. Geralmente não damos atenção ao vazio, ao silêncio, ao nada. Sempre queremos tudo. Não por ganância ou egoísmo, a não ser em casos específicos. Mas é que nos acostumamos ao movimento, à busca desenfreada pelas coisas, sem nem mesmo saber porque o fazemos. E, muitas vezes, o nada é mais significante do que o tudo. Veja na música, por exemplo, como as pausas, o silêncio repentino, o nada, valorizam a harmonia e a melodia. E quando você quer dormir e algum carro dispara o alarme? Um, dois minutos e sua cabeça parece querer estourar. De repente, o silêncio. Você não escuta mais nada. Seus instintos, que estavam concentrados naquele turbilhão invadindo seus tímpanos parecem ronronar de felicidade pela paz que te invade a alma. E o que é isso senão o nada? Aquele momento em que você não pensa, não se preocupa, ninguém te interrompe. A sensação do nada. Essa é a magnitude a que me refiro. Nosso corpo e nossa mente, principalmente nos dias atuais, estão em constante ebulição, com informações sobre tudo e sobre todos chegando a todo instante. Não fomos concebidos para viver esse pandemônio. Mas quem quer ser um alienado? O que dirão nossos amigos da Rede? É preciso estar atento e forte, como já dizia o poeta. Mas a verdade é que um pouco de quietude e paz faz muito bem à nossa mente, ao nosso corpo e à nossa alma. E, de repente, lá de cima de uma rocha, Dora grita, toda feliz: Avistou, no meio do nada, a uns dois ou três quilômetros de distância, uma tropa de cavalos selvagens digna de um filme de John Wayne. Guardamos as sobras do lanche, embarcamos no fiel bólido e pisamos fundo no acelerador dos sonhos, cavalgando um corcel pampa rumo ao passado, tão próximo e tão distante. Aiou, Silver!

Lula e a lâmpada de Aladim

Lula e a lâmpada de Aladim . Gleisi Hoffmann levou pro Lula, em sua confortável cela na prisão, uma lâmpada de Aladim. Ele esfregou – primeiro Gleisi, depois a lâmpada, -, ouviu-se um estampido, que pensaram ser um rojão pela sua soltura, e apareceu um gênio: “Senhor Presidente, o senhor tem direito a três desejos. Manda bala” “Começou a provocação, quem manda bala é Bolsonaro. Eu mando dinheiro pra fora. Mas vamos lá. Eu quero: Primeiro, sair da cadeia; Segundo, colocar no meu lugar o culpado por eu estar aqui; E em terceiro, dar muita risada da cara dele!” “Seu desejo é uma ordem, senhor. Um minutinho que já vou providenciar…” Meia hora depois volta o gênio com um espelho de mão, entrega pra Lula e diz: “Tá tudo ai. Comprei o espelho no camelô da esquina.” “Como, seu pilantra? Tás de conluio com o Moro, vagabundo? Cadê meus desejos?” “Não, senhor, apenas obedeci suas ordens: o senhor pediu pra sair da cadeia e colocar o culpado por estar ai em seu lugar para dar risada dele. O culpado por estar ai é o senhor mesmo, e pra dar risada de sua cara, só com um espelho. Esse foi o segundo desejo mais barato que já me apareceu. Valeu. Gratidão.” “Gratidão o cacete, coisa mais chata isso, Desgraçado, e qual foi o primeiro desejo mais barato?” “Foi um burro – de verdade – que me pediu, coitado, pra comer uma pizza ao menos uma vez na vida” “E ele pediu pizza do que?” “De capim, uai… E ainda sobrou um pedaço. Servido?”

Polícia espanhola desmascara a fraude da cocaína no avião!

Ao examinar mais atentamente os 39 pacotes de cocaína escondidos na maleta de mão do sargento da Aeronáutica a policia de Sevilha descobriu que apenas os quatro pacotes de cima da pilha continham cocaína. A droga era apenas para despistar os cachorros. Os demais pacotes continham polvilho azedo. Após intenso interrogatório o sargento – que é mineiro de Uberaba –  confessou que estava contrabandeando pão de queijo desmontado…

A hora do porém…

“Analisando-se as provas contidas nos autos, destacando-se entre elas os vídeos, o depoimento de quatro testemunhas, o álibi apresentado – que coloca o Réu a quilômetros de distância no momento do crime – e as demais evidências apresentadas, não se pode vislumbrar o Réu – marido da vítima – a desferir-lhe as oitenta facadas que lhe causaram a morte… “

No banco dos réus um pequeno sorriso aparece nos lábios do principal suspeito, um médico de renome acusado de assassinar friamente sua mulher por motivo de ciúme. O olhar confiante lançado ao advogado não deixava dúvidas sobre o veredicto final a ser pronunciado em instantes: “Not Guilty, ou Inocente, para os pobres que não pensam em dólar”. Normalmente um homicídio, como é o caso, deveria ser julgado por um júri popular, mas como a história é minha, optei por um Juiz simples. Algum problema? Bom, voltando à vaca fria, digo, ao cadáver gelado, estávamos em um momento de êxtase para o Réu, antevéspera de sua tão sonhada liberdade, uma vez que estava preso há quase um ano esperando o julgamento. Logo ele, um cirurgião de renome, humilhado em praça pública, primeiro pela traição da desgraçada da mulher com o próprio motorista, com o padeiro, com o tintureiro, com um entregador de pizza do Ifood – cuidado com eles – e depois pelas manchetes de jornal. Mas, pelo andar da carruagem, aquelas palavras reconfortantes do Juiz – esse sim, um homem de verdade, corajoso, que não teria medo de ir contra a fúria popular – ele logo estaria em casa e no consultório, onde fez seu nome e seu dinheiro.

“No entretanto… “, continuou o Juiz.

“Não!!! No entretanto, não.”, ruminou o advogado num esgar. “ Essa maldita conjunção adversativa vai colocar tudo a perder…” O Doutor Inácio logicamente não estava pensando na liberdade de seu cliente, mas em seus honorários, que só receberia em caso de vitória. O doutor Manfredo, o cirurgião réu, viu, de seu banco – assento preferencial dos inocentes, lugar jamais ocupado por um culpado -, a preocupação estampada na cara de seu causídico. E não gostou nada disso.

“No entretanto…”, continuou o Juiz, “ a ausência do Réu no lugar do crime não o livra automaticamente de culpa. Sabido é que muitos assassinos não protagonizam o evento, pois, covardes que são, apenas mandam terceiros fazer o serviço sujo.”

Doutor Manfredo, que quase desmaiou ao som nefasto do “no entretanto”, já se sentindo mais enjaulado que leão de zoológico, recuperou a esperança quando ouviu da boca do magistrado um promissor advérbio de modo chamado ‘outrossim”.

“Outrossim”, continuou sua Excelência com um sorriso zombeteiro, “nem todas as traíções ensejam a morte da mulher, caso contrário a minha já teria passado desta para a melhor umas dezoito vezes, se é que meu detetive é tão bom de matemática quanto aquela sirigaita é de cama. Desculpando o desabafo, digo que não se pode acusar todos os maridos de mandantes, mesmo que motivos haja à sobeja”, disse o Juiz que gostava de uns termos estranhos, para gáudio – eu também gosto – do Réu, de cujos lábios mais uma vez assomou um sorriso, ainda que débil.

“Estou salvo”, gritou a plenos pulmões Doutor Manfredo, muito embora ninguém tivesse ouvido, pois era um grito subliminar, se é que me entende o prezado leitor. “Esse outrossim salvou minha vida. O desgraçado desse Juiz não vai mudar o rumo da conversa outra vez. Assim não há tatu que aguente. Graças a Deus posso voltar para minhas bandalheiras…” “PORÉM…”

“Não!!! Deus, dai-me forças para aguentar outra conjunção adversativa”, urrou o cornudo, digo, o médico, digo, o Réu.

“Porém, e sempre há um porém, novas provas carreadas aos autos nos dão segurança em afirmar que o Réu, na tenebrosa noite de vinte e dois de fevereiro do ano findo reuniu-se à sorrelfa com Dom Diego Tesoura, ex-toureiro espanhol conhecido por suas habilidades com uma espada. Nesse hediondo encontro firmaram um pacto, onde Dom Diego mataria a esposa traidora do contratante com, no mínimo, trinta facadas, que era pra ela deixar de ser besta e, em contrapartida o chifrudo lhe pagaria a importância de 50 mil pesetas, das quais dou ampla e geral quitação.” (Advogado, mesmo falando em nome do personagem, não perde o costume de passar recibo de honorários). Em vista do exposto, considero o Réu culpadode homicídio em primeiro grau por motivo torpe, condenando-o a vinte anos de prisão em regime de baixa caloria sem glúten e, desculpem, é a mania de minha mulher, digo, condenando-o a vinte anos de prisão mais dois meses e três dias em regime fechado. É o que decido. Evacuem o recinto com cuidado para não cheirar mal.”

E assim é que Doutor Manfredo, embora vingado, o que por si só não diminuiu um milímetro de sua galhada, foi condenado a vinte anos dois meses e três dias (até hoje não sei o porquê desses quebrados na dosimetria da pena), os quais cumpre galhardamente em um presídio federal onde se amigou com Manecão, um mulato de um metro e noventa conhecido por suas avantajadas competências, onde vive muito feliz, só não sabendo porque perdeu tanto tempo na vida com mulher, o que não é necessariamente a opinião do autor, que acha extremamente dura a vida da ficção, excetuando-se a realidade, que é bem pior…

Sergio Moro no Senado

Verdadeiramente vergonhosa, desrespeitosa e ofensiva a atuação de alguns senadores da oposição inquirindo o Ministro da Justiça Sergio Moro, que ali foi espontaneamente para prestar esclarecimentos, e não para ser ofendido . Essas figuras, que enxovalham o Congresso do Brasil – em sua maioria com um currículo apto a lhes garantir lugar de destaque em qualquer presídio federal -, sabendo-se sem condições de defender sua inexistente honra, procuram desmerecer a ilibada pessoa de um cidadão que está servindo ao Brasil em detrimento de sua própria vida pessoal. Sergio Moro, com paciência de Jó, vai repetindo o óbvio, a verdade que não interessa a ouvidos moucos e honestidade pouca: o vazamento é produto de crime e as conversas não podem ser confirmadas, nem por ele nem por ninguém. E, mesmo se fossem, não teriam nada demais. Todos sabem – hipocrisia à parte – que ao Juiz é dado constitucionalmente o direito de pedir provas ao MP e à Polícia, pois a finalidade maior é julgar baseado na maior quantidade de provas possível. E também que juízes conversam com advogados e procuradores o tempo todo. Aliás, políticos são os que mais procuram ministros de tribunais superiores na esperança de ver seus desmandos engavetados. Assim, nessa triste audiência pública, vemos “políticos” corruptos interessados em defender as próprias calças se esquecerem do principal e se agarrarem à brocha que pinta quadros falsos em fachadas inexistentes, sem perceber que a escada da impunidade não mais está sob seus pés. Só nos resta – e ao nosso herói – esperar aquele desfecho sensacional – como nos desenhos infantis de antigamente -, quando o vilão paira milagrosamente no ar antes de perceber que a casa caiu, e despencar com ela diretamente para uma cela no chão frio da realidade. Vida longa a Sergio Moro. Prisão longa a quem o destrata.

Bolsonaro e a ideologia

O que os mais céticos, alguns intelectuais e muitos pseudo intelectuais de esquerda, ou mesmo gente bem (mal) informada, que continua acreditando nos duendes e nos Alckmins da vida não entendem mesmo, ou fingem não entender é que: Nós, o povo, a classe média que sempre pagou as contas, que não é burra e é tão bem informada quanto eles, elegemos Bolsonaro por dois motivos: Ideologia e combate à corrupção, um, aliás, intrinsecamente ligado a outro, uma vez que para a esquerda os fins sempre justificaram os meios, ainda que os fins sejam os bolsos de seus dirigentes. Sim, detratores de Bolsonaro, estávamos cansados de ser reféns da esquerda desde os bancos escolares, sendo hostilizados por pseudo progressistas que espertamente se auto intitularam santos, garantindo o monopólio da defensoria dos pobres e oprimidos, das causas sociais, da luta contra os poderosos e a elite. Estávamos cansados do politicamente correto, dos ativismos das minorias, transformando todos os que não concordam com suas ideias em homofobicos, fascistas e até racistas ou nazistas. Estávamos cansados dessa massificação do sexo “diferente” que infesta as redes de televisão, tentando nos fazer crer que tudo é natural. Estávamos cansados de ver sociólogos de meia tigela defendendo bandido e execrando a polícia a cada telejornal ou programa de entrevistas. Estávamos cansados do toma lá, dá cá dos políticos, sua roubalheira desenfreada e suas leis em causa própria. E estávamos cansados do STF soltando seus cupinchas poderosos, engavetando processos importantes e se intrometendo na vida de todo cidadão, assim como o Estado vinha fazendo. E estávamos cansados da doutrinação feita nas escolas por professores sindicalizados que não tem o mínimo interesse em formar cidadãos de bem, mas sim em formar militantes do mal, jogando adolescentes contra a própria família. Estávamos cansados das invasões e ataques à propriedade privada e ao patrimônio público promovidos por vagabundos, à frente os MSTs, MTSTs, ONGs e outros “movimentos sociais” acéfalos. Estávamos cansados dos sindicatos que mandam no País através do medo e da chantagem que impõe aos congressistas. Esse nosso cansaço de décadas de silêncio resultou em revolta, no povo nas ruas de forma espontânea com camisas verde-amarelas e não vermelhas sob pagamento, e resultou, por fim, na eleição de um homem comprovadamente honesto e corajoso, que conseguiu conviver por vinte e oito anos ao lado de hienas sem adquirir seus maus hábitos. Então, quando vocês disserem que qualquer ato, demissão, arroubo, decisão ou piada do Presidente tem cunho ideológico, vocês estão cobertos de razão. Bolsonaro, Moro, Paulo Guedes e cia. estão lá para varrer do poder todo e qualquer resquício dessa peste, desse vírus, desse cancro que tenta minar a família chamado socialismo, comunismo ou qualquer outro nome que queira dar para esse regime criminoso e autoritário que jamais deu certo por onde passou. E, apesar de seus gritinhos histéricos, do mimimi constante, do domínio da mídia, dos Lulas presos e das Marias do Rosário soltas, o nosso apoio a Bolsonaro, a Sergio Moro, a Paulo Guedes e à toda a equipe de governo não será minado. Será, sim, fortalecido a cada cacarejo de vocês! Estamos entendidos?